Cada palavra...
Cada momento...
Cada canção...

Cada vez mais, o mundo fica cada vez menos compreensível...
Cada dia mais, me desencadeiam sonhos jamais sonhados;

Noite passada sonhei que estava vivendo um pesadelo;
Neste pesadelo, meus sonhos se acabavam, a esperança de que o dia amanheça me dava impulso pra pular...

Pulo de um penhasco e chego ao chão, intacto...
Incrível como os sentimentos se confundem numa dança irregular, numa batida sem rítmo...
Dor, alegria, tristeza, compaixão...e tantos outros tão comuns...

Ó minha querida, caimos no lugar-comum, este chove-não-molha me confunde, me faz chorar, me faz sorrir, me faz dançar desritmado...

Posso até fitar o céu por horas, inexpressivo, acho que é o azul celeste que me faz lembrar você...talvez alguma roupa que usava em nossos tempos de criança era de tal cor...este mesmo azul celeste me diz que vai chover;

"Pois eu vou fazer uma prece, pra Deus, nosso Senhor, pra chuva parar de molhar o meu divino amor...", assim disse o alquimista...

Este chove-não-molha ainda me confunde, me faz chorar, me faz sorrir, me faz dançar desritmado...não virá me ensinar a dançar?


Me leve pra você juntinho de nós dois...