Às vezes sinto que sou enganado pela noite,
Já ouvi dizer que a Lua nada mais era do que o Sol desfarçado,
Escondendo seu brilho, brilhando por dentro apenas para si,

Eu tento entender porque o tempo passa como temporal,
Tem dias que não tem como não perceber...
E qualquer vento vira vendaval,
Desvendando o que o tempo tenta esconder.

Esconderijo,

Todos cavam um dentro de si mesmos, banalidade.

O esconjuro da minha prece é para todo o sempre,
Para que a noite nunca deixe de ser noite,
Que a Lua brilhe fraquinha que seja,
Se esforçando em iluminar...

Que ilumine os esconderijos...

Quero me esconder na noite,
Só aparecer quando a Lua desabar sobre meus medos.